terça-feira, 11 de março de 2014

O problema é o jogo ou o jogador by Bira

Gostar de algo é uma sensação totalmente pessoal e temporal...vc pode amar algo que outro odeia, ou odiar algo que já amou, como animais racionais únicos que somos temos gostos distintos e sensações distintas frente a diferente situações: por exemplo odiaríamos cair de um prédio de 10 andares, mas se isso for em um parque de diversões amamos, outro exemplo aquela música maravilhosa que ouvíamos 20x por dia nos anos 80 hoje não podemos nem aguentar o refrão ...

Dito isso posso partir pra session review de nossa joga de ontem no Mateus...antes ainda se me permitam uma salva de palmas ao grande anfitrião pela coleção de jogos trazidos de sua Lua de Mel nos EUA...neguinho caprichou na mala e trouxe uma porrada de clássicos pra todos os gostos, foi cirúrgico e deu um upgrade show de bola, sendo hoje sem dúvida o 4 maior colecionador do grupo me passando de longe (levando em conta que é impossível bater o Makrakis com + de mil jogos e o Solon com + de 500 jogos) isso contando quantidade e qualidade além de diversidade de paladares, estilos, temas, mecânicas e numero de jogadores , destaques  para Robison Crusoe, Bruges, Shogun, Amerigo, Shadows over Camelot, Archipelago e mais...


Bom agora vamos a joga...que começou difícil, pois como crianças queríamos olhar, abrir as caixas, sentir o cheiro do jogo novo, perguntar da viagem...até que o Patrick resolveu organizar a bagaça e dividiu a mesa em 2 de um lado Bira, Bill e JP e do outro Patrick, Mateus e Solon o velhinho...no meu lado da mesa foi pra jogo o Tash-Kalar e do outro lado o Bruges seria praticado


De regras fáceis o Tash foi logo assimilado e partimos pro jogo, de cara temos um tabuleiro de pouca ou nenhuma qualidade que pode ser comparado a qualquer jogo da estrela ou grow perdendo de muito, as peças tiles de boa gramatura que de um lado representam soldados mítico mais fracos e do outro mais fortes (lendários, legendário, sei lá a gente chamava de fortes e fracos, pois o tema é uma colagem mal feita mesmo) e ainda 3 peças um pouquinho diferentes mais foda ainda que chamávamos de fodões (whatever): o tema do jogo era uma arena onde os seres lutavam pra matar um ao outro (hein?!?!)... para isso cada jogador recebia cartas de ação, cartas pra desespero e cartas de combo maior...

Na sua vez vc tinha 2 pontos de ação, e podia ou colocar um dos tiles fracos, ou usar cartas se a posição que vc tinha no tabuleiro de suas peças batia com a posição de sua carta fazendo uma ação mítica lá, que fazia vc recrutar uma peça, mover, atacar ou outra coisa qualquer...

O jogo que é totalmente abstrato, fica num vai e vem dos infernos até que um faz alguma coisa combinando peças com cartas e arrebenta o planejamento do outro e faz uns pontinhos, o mais legal do jogo é que após tua vez de jogar vc pode pegar o celular e ficar mandando Whatsapp pro Vitto enchendo o saco dele, pois não adianta vc ficar planejando nada e muito menos olhando pro tabuleiro, por que é inútil, vc não pode fazer nada!!!

Tudo isso se desenrola em 2 horas de total sofrimento, sem temática, nem ambientação, caótico da porra, não sou de desistir de um jogo no meio até por que não adiantava, pois o jogo de Bruges ainda tava rolando e o Solon tava de carona comigo, mas juro que fiquei com muita vontade...


Foi amigos, um pesadelo, talvez o mais longo que já tive (90min)...já teve jogos que não gostei, por questão de opinião, mas respeito e sei que tem jogo ali, outros que fiquei meio assim, mas prometi repetir, agora sem dúvida esse foi o pior jogo nesses 10 anos de boardgames "modernos", o jogo não tem NADA!!! NADA!!!, não é a primeira bomba do Vlaada (Bunny Bunny Moose Moose), mas esse nem divertido é, os 3 jogadores na mesa não curtiram por uma razão ou por outra...mas eu realmente abominei o game...que além de tudo vai além do que se propõe em termos de tempo ficando arrastado e enrolado...

Irritado pracaraí, e com vontade ir embora dormir depois de perder 2 horas da minha vida, resolvi jogar o Bruges, a mesa mesclou pois o Solon preferiu evitar o Blargh-Kalarga e repetir no Bruges, Patrick e Mateus foram sentir o gosto do bicho novo...

E o Bruges, putz eu tava meio de cara fechada, mas de logo vi que se tratava de um bom jogo, bonito, bem feito, mecânicas bem arranjadas, tema de acordo, nele vc tem cartas que são multiuso e vai montando sua parte da cidade, construindo canais, influenciando, pegando dinheiro, workers, baixando personas...em cada escolha uma renuncia, vc sempre quer fazer mais de uma coisa, mas só pode fazer uma...euro puro da gema, FELD na veia...


O jogo é muito bom, divertido, um puzzle solitário, onde vc ainda pode ferrar com seu amiguinho usando cartas e concorrendo por pontos...dados, cartas, tiles e peças tudo que já se viu, mas bem amarrado e feito com cuidado...pra quem curte um euro uma escolha certa.

O game rolou de boa, desde cedo se desenhando pra um dos jogadores: o mítico BILL, que como vantagem já sabia as manhas do jogo e foi no caminho certo, eu quando vi o que dava pra combar já tinha ido pro lado errado e resolvi manter a convicção, mas independente de vencer ou perder o gosto de ter sido forçado a pensar e resolver problemas já diverte...


No outro canto da mesa, pasmem, Patrick e Mateus curtiam o TK, por eles o jogo 1x1 ficava legal e usaram uma regra diferente lá sei eu...
Aí que entra o título do post...seria o problema o jogo (TK) ou eu (Bira), nos comentários sei que vai chover de mala "amigo" meu dizendo que sou eu...kkk...mas vou concordar, o dia tinha sido do Diabo, problemas até por dentro dos olhos!!! quem sabe minei inclusive os outros jogadores que comigo compartilharam a mesa?!?! jamais saberemos, acredito que 10 anos de jogos modernos e 41 de jogos já me candidatam a alguma credibilidade de opinião e embora o meu gosto em particular possa cometer crimes digo e repito TRASH KALAR: tem pouco jogo naquela caixa...

Braços...

6 comentários:

Vitto disse...

É o jogador, certo. Ou melhor, é o Bira o problema! :P
Boa joga, estava away por causa da escola da filha, mas se repetirmos a dose na semana estou pronto!

Solon Rabello disse...

Que beleza! Mais uma joga o grupo tá firme! Nas segundas eu dou aula e não posso jogar. Mas uma hora dessas apareço.

Bem, eu sou fá do Vlaada (Space Alert, Galact Trucker, Dungeon Lords e Through the Ages). Não conheço o Mosse Mosse, nem esse jogo.
Mas fiquei curioso.

Kony disse...

O Tash-Kalar é praticamente um cardgame com uma mecânica de posicionamento em um tabuleiro, seco, abstrato e simples. Até pode ser simplório, mas isso não deixa de ser uma virtude, regras fáceis e estratégia pegada. Para quem realmente não curte um cardgame, fica descontente em somente olhar o turno do adversário e não se contentam com tiles de papel, não recomendo. Gosto muito dos jogos do Vladda, acho ele um designer sensacional, mas acredito que o TK é o jogo menos surpreendente dele, mas em minha opinião, mesmo assim, é um ótimo título devido as reviravoltas, os diversos modos de jogo e a estratégia que se propõe.

Rodrigo Sulzbach disse...

O Tash-Kalar também não me agradou. Imagino que em dois ele melhore um pouco, mas não o suficiente para eu gostar do jogo. Talvez seja um jogo para jogar e jogar e jogar, conhecer todo o deck, saber quais padrões podem vir e se preparar para isso. Saber qual padrão teu adversário está montando e quebrar ele.

Já o Bruges é baita jogo. Fechadinho, muito tático, daqueles que tu deve escolher a melhor opção, porque todas ou quase todas são boas. É jogo pra jogar mais vezes.

keymaker disse...

Eu gosto muito dos jogos do Vlaada não conheço todos e só tenho em casa o Mage Knight.

Na minha humilde opinião temos 3 opções para o novo do cara ser considerado ruim:

1- O Bira é um baita reclamão como dizem por aqui e reclama até de jogo bom :P

2- Abriram o jogo na hora e não leram/interpretaram as regras direito :P

3- O jogo é simples demais para o que estamos acostumados vindo do Vlaada :(

4- O jogo é ruim mesmo :(

Tá bom eu sei que disse que eram apenas 3 opções :)

Abraços aos amigos.

José Artigas disse...

O Bira é uma mala mesmo. He he he.
Mas às vezes tem uns jogos multiplayer que ficam bom no mano-a-mano. Eu, por exemplo, gosto do war no mano-a-mano (com cada jogador comandando três exércitos e sem deixar as cartas se misturarem - fica com se fossem três aliados 'de fé' e tem que tomar cuidado se teu adversário não tem como objetivo destruir um dos seus próprios exércitos).