quarta-feira, 15 de maio de 2013

O post perdido das jogas ou melhor, o post atrasado das jogas! By Vitto

Bom, a vida tem andado tão atrapalhada com a iminência da chegada da Laura que realmente atrasei bastante a redação do post das jogas das duas primeiras semanas de maio. De qualquer maneira, aí vai, seus homens de pouca fé!

Dia 30, véspera do feriado do trabalhador, os trabalhadores os desocupados se reuniram na casa do Mateus, clássico anfitrião, para mais uma joga. Mas a joga era especial, pois era o retorno dos que não foram: Bira voltou a nos prestigiar com sua presença!

Joga começou QUENTE, com uma partida de Alcatraz: The Scapegoat, game onde quatro prisioneiros da prisão de segurança máxima estão planejando escapar, MAS apenas três pode fazê-lo, deixando um para trás como o bode expiatório. É um jogo bem aberto, regras simples, mas que brilham pelo metagame, pela conversa e dissimulação. Nada mais adequado para uma partida de reestreia do nosso recuperado e regenerado mais brilhante cara de pau, Sr. Bira!

Fazendo o papel de cordeirinho, bom, já sabem o que eu acho...
Depois, nos organizamos em duas mesas (na verdade é a mesma mesa, já disse isso pra vocês?).


Galera reunida, mas ninguém nem aí pro fotógrafo...
Um grupo (Eu, Patrick, Marcos e Bira) estreamos o Merchant & Marauders, do Sr. Christian Marcussen, criador do aclamado Clash of Cultures (pelo menos, aclamado aqui no grupo, né?). O jogo tenta simular a carreira de um comandante de um navio na era de ouro da pirataria pelos mares do Caribe. Tanto se pode focar na carreira de um infame pirata ou ser apenas um mercador, com mecânicas e recursos (sem obviamente contar, o tema) que lembram MUITO o antigo jogo Sid Meier's Pirates. Existem combates navais, abordagem do navio com combate de tripulação, inúmeras missões, rumores, tesouros enterrados, butim de saques, piratas famosos, embarcações navais caçando os piratas (inclusive você!), eventos e dados especiais(!). Ufa! Bastante coisa. O objetivo é acumular Pontos de Glória, retratando sua carreira nos mares do Caribe. O jogo segue turnos alternados entre os jogadores, cada um com três ações cada (já vi isso em algum lugar... :). Você pode patrulhar a parte do mar em que se encontra (o que, se bem sucedido, inicia combates), você pode se mover para uma área de mar ou porto adjacente (caso seja pirata, não entra assim tão facilmente no porto) ou (caso já esteja em um porto) iniciar uma ação de porto, que se desdobra em inúmeras outras ações: vender carga, comprar carga, recrutar tripulantes, reformar ou melhorar seu navio, comprar um navio novo(!), reivindicar uma missão, conseguir um rumor ou enterrar seu tesouro! Algumas mecânicas são bem pensadas (mesmo perdendo a jogada de combate, você ainda pode acertar algumas saraivadas de canhões nos inimigos, por exemplo), mas o jogo não foi unanimidade na mesa, nem mesmo o dono curtiu muito o game e está tentando passá-lo adiante (sou o primeiro da fila). Algumas ações são muito curtas, como tentar patrulhar o mar (Scout) e mover-se (Move), o que permite que você conclua sua ação em segundos, enquanto os outros jogadores, ao executar a ação de porto (Port Action - aquela que se desdobra em várias) pode demorar vários minutos, dando uma impressão de downtime muito grande. De qualquer maneira, me diverti com o jogo, mas não é para qualquer momento, pois a partida demorou pouco mais de 3 horas (sem contar explicação de regras). Abaixo fotinhos!


Patrick lendo uma carta de evento (sai uma todo início de turno).

Barrigudo prestando atenção e Patrick no AP!
Brincadeirinha! :P


Os dados, seus lindos!
Baita tabuleiro! E os baús que guardam o tesouro enterrado dos jogadores! 
No outro lado da mesa, rolou o dice placement velho conhecido da galera, Kingsburg (dos light, um dos meus preferidos). Participaram Solon, Mateus, Gaudério e Bill. Digam aí, quem ganhou?

Final de jogo, verde ganhando por um ponto do azul (só não sei quem é quem).
Depois de se amanciarem com a rainha (ou o rei, sei lá da preferência de cada um), Bill se despediu do grupo e os restantes se enfrentaram em um Lancaster. Como falei, o M&M é mais demorado, e deu para os amigos se enfrentarem em dois jogos diferentes ao tempo de uma só partida nossa. Desse também não peguei o vencedor, porque pouco circulei da mesa.

Gaudério e Solon negociando (ou pelo menos acho).
No sábado pela manhã, dia 4 de maio, nos reunimos novamente, na casa do Mateus, para nossa joga esdrúxula. Eu, Solon e o Gérson nos enfrentamos em um Trajan, um dos recentes do Feld. Baita jogo, curti tanto que comprei. Só falta chegar. Nesse, ganhei por poucos pontos, mas ganhei!


Ótima foto que tirei do tabuleiro... só que não!
Momento compenetração... olha a barriguinha!
 Na outra mesa rolou um Agricola, entre Mateus, Marcos e Bill. Disseram os presentes ter sido um jogo apertado, embatido e muito divertido! Então espero nos comentários suas impressões!

Draft inicial compra-10-escolhe-7, já que usaram o deck gamer nessa partida.
Final super acirrado!
Na 2ª semana de maio não participei da joga, pois foi marcada na quinta-feira, dia 9 de maio (e quarta-feira rolou joga na Chocólatras e eu fui, então a cota da semana já tinha estourado). Apenas fiz aquela visita de médico, rapidinha, o suficiente para rolar um 7 Wonders, aquele clássico filler, que ainda não obrigamos o Bira a jogar desde que voltou!

Contagem dos pontos e eu contando com a vitória :(

Jogo finalizou com a vitória do Patrick, que tem mantido todas as partidas do 7 Wonders registradas no aplicativo de ranking dele, como bem podem ver na foto abaixo.


Fica óbvio que o Patrick adora ranking, até os louros são dourados!

Após a partida, eu parti (ba dum tss) e o pessoal (Patrick, JP e Paulo) se engalfinhou numa partida de Eclipse (dessa fiquei viúvo, to na seca por um Eclipse faz tempo). Pelo que ouvi, foi pegada e combalida, gente experiente quebrando, mas mais detalhes apenas nos comentários. É com vocês!


Eu só vejo amarelo e preto no tabuleiro... cade o terceiro jogador?!

No outro lado da mesa rolou um Tzolkin: The Mayan Calendar, jogo do Mateus, com Solon e Bill, este último, o vencedor. Mas o game não foi muito bem quisto. O dono, novamente, não curtiu o jogo.

Detalhe do tabuleiro com suas engrenagens. É novidade, mas não garante um bom jogo, pelo jeito.
Já no sábado pela manhã, dia 11 de maio, nos reunimos novamente no Mateus, para uma joga esdrúxula, começando 8h45m. Eu, Mateus, Solon, João Pedro e Bill jogamos uma partida de Small World, jogo que os dois últimos não conheciam. Obviamente, adoraram o game, com sua mecânica simples, arte fenomenal, diversão garantida até para não-gamers.

Ganhou o Bill, com os Koboldos de Catapulta. 


Apesar de tudo, a partida foi pegada.
Na noite, rolou mais jogatina, agora na casa do Patrick. Como das últimas vezes houveram problemas com a iluminação (ela não existia, portanto os jogos acabavam com o baixar do sol), Patrick inovou e comprou logo uma lâmpada de holofote ou canhão de luz, sei lá. Só sei que o bixo devia ter uns 4000 lúmen de luminosidade: dentro da sala era DIA!

Olha a felicidade da criança segurando o grandalhão.
De primeira, quando eu cheguei, já estava rolando uma mesa de Seasons. Jogo onde o objetivo é baixar  cartas, que possuem combos e benefícios. As ações são sorteadas a cada turno pela jogada de DADOS GIGANTES (ok, são os de 25mm, mas ele parecem GIGANTES) e os jogadores fazem um draft, sendo que o dado que sobra determina algumas coisas, como a passagem de tempo. A marcação de tempo, a propósito, é separada em quartos (as estações), com cada recurso valendo diferentes valores de pontos. Grande dependência de inglês, pelos textos das cartas e tema meio colado, mas me pareceu divertido. Quero experimentar, pois dessa fiquei de fora. Agora, as fotos!


Patrick: "Que faz essa carta, Bira?" Bira: "Num sei, num intendo esse ingreis." :P
Patrick patrolou nesse game, também, passando as regras tudo errado... bem a cara dele.
Depois, com a chegada do Marcos, fomos para um Kemet, jogo pegado, batalha comendo solta. Nesse jogo, só ganha pontos aquele que for bem sucedido num ataque, então não adianta se defender. Definitivamente nesse jogo não tem turtling. Curti o game, mas concordo com o Mateus que no final, por o jogo ser bem aberto e com poucos elementos aleatórios, fica na mão de um jogador, que pode até ser o último colocado, decidir quem vencerá a partida. Mas vale mais umas rejogas para experimentar. As miniaturas desse game são um espetáculo a parte! Incríveis! Faltou uma foto em close para mostrá-las. 


Vejam o tabuleiro cheios de pirâmides.

Mais abaixo os tiles, que são habilidades que se compram com orações (o dinheiro do jogo).

Finalizamos, após a saída do Marcos, com mais uma partida de Alcatraz. Vejam só, iniciamos o post, duas semanas atrás, com uma partida de Alcatraz e finalizamos com o próprio. É um baita "fechamento", hein? ;)

12 comentários:

Kony disse...

SPACEGHOST!

Kony disse...

Sobre a partida de Kingsburg, ganha com talento do Gaudério, fiquei em segundo reclamando do azar que tive em um dado que soh não podia ser 1 e foi justo 1. Mas Gaudério mereceu, fez uma estratégia muito boa e foi agraciado com a vitória por 1 ponto.

No Lancaster eu ganhei após ter algumas maiorias ao final do jogo, Solon em segundo e JP em terceiro.

A partida do Agrícola foi ótima como sempre, boas marcações, combo de cartas e um final equilibrado.

Tem gente que não curte Ranking... mas quando ganha vale. (Brincadeira né Patrick, tentou mandar a foto sem a palavra ranking depois, mas ai já era tarde =)).

Não curti Tzolkin, achei uma aberração ser o 17° no BGG, mas vale mais uma chance. A crueldade do jogo pode ter influenciado minha impressão, o que não deveria.

E o post abrindo e fechando com Alcatraz: The SpaceGhost e já digo hein, é fácil de fazer.

wshossein disse...

Um comentário sobre este post:
Demorou pra postar hein...
ou too long to read

hehehehehehe

Riffel disse...

Wow megapost! o kingmake é q ferra o Kemet - no último turno o roféu troca de mão a cada jogada. Faltou o Space Cadet mas acho q nao foi postado por vergonha...

Riffel disse...

Wylliam posta/joga mais e reclama menos! :-P

Riffel disse...

o M&M é bem temático. concordo 100% com o lance de no seu turno vc ficar sem fazer nada é péssimo e tira a graça. E tbm a alta dependência do inglês pra jogar.

Ubiratã de Oliveira disse...

Gostei muito do Kemet...
Achei o Tzolkin e o Merchandts meia boca, mas merecem nova chance...
Alcatraz muito divertido um cooperativo bem diferente...
Quanto ao Seasons, apesar do tema é bem legal, até por que o tema tá ali só por tá né...podia ser qualquer coisa...
E aí Vitto essa neném vem ou não vem?

Vitto disse...

Ih! Apaguei completamente o Space Cadet da mente... foi editar para comentar, mas não teve nem fotinho, dado a horrível performance da equipe! :/

Vitto disse...

@bira Ué, é ela que decide! Parto normal é assim... :)

@wyllian O que o Marcos disse e mais isso: "Chupa que é de uva!" :P

Patrelcus disse...

"Não curti Tzolkin, achei uma aberração ser o 17° no BGG"

by Matheus

"Eu compro"

by Patrick

Joao Pedro disse...

Eu nao joguei Lancaster. Nem sei do que se trata. Tem algum outro JP?
Sobre o Eclipse, temos que jogar de novo, ser eliminado cedo e ficar assistindo é so pra deixar com mais vontade...

Vitto disse...

Eu disse que tu jogou Lancaster? Onde?