sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Joga na Chocólatras - por Vitto

Na última quarta-feira (23/01/13) tivemos uma joga na Chocólatras marcada pelo Pedro. 

Depois de muita confusão nas inscrições de mesas da lista, com gente confirmando e cancelando para ver o seu time tomar uma chulapa, gente se atrasando a ponto de perder lugar na mesa (escravo do trabalho) e o reencontro de antigos amigos, tivemos a lotação absolutamente esgotada. Quinze pessoas compareceram!

Pessoal se reunindo na entrada. Grande comparecimento.
Com alguma imaginação, arrumamos espaço para os jogos, tomamos todas as mesas disponíveis e partimos para joga.

Na minha mesa (Vitto) rolou um Eclipse. Mesa cheia, com seis jogadores: eu e Mateus, os únicos experientes, e Pedro, Rodrigo, João Pedro e Artigas, os quatro novatos. Como Eclipse ocupa um bom tamanho de mesa, tivemos que nos ajeitar como pudemos. Tudo meio apertado, mesa auxiliar, setup pronto e fomos para regras. Apresentei as regras, acho que em meia hora tudo estava ensinado.

Explicação de regras... só achei que o fotógrafo não me fez jus.
Apesar de termos quatro novatos, poucos tiveram problemas com a mecânica do jogo, que como gosto de dizer, é um jogo grande, parece complexo, mas depois de um ou dois turnos, se vê que é um jogo bem simples e fácil (para gamers, pelo menos).

Ainda na explicação. Juro que não demorou tanto assim...
O jogo rolou um pouco lentamente, para meu gosto, mas era esperado, posto que tínhamos seis jogadores em mesa: o downtime é normal. Um dos problemas do jogo em seis jogadores, na minha opinião, é a clássica situação em que pouco se tem contato com os jogadores do outro lado do tabuleiro. A interação fica limitada aos vizinhos imediatos. Outra questão é que a proximidade maior dos jogadores permite, dependendo da disposição dos tiles, um jogador ficar completamente isolado, pela ação de exploração de um jogador vizinho que, rotacionando o hexágono, pode te deixar sem wormholes (o que QUASE aconteceu comigo, o que praticamente me eliminaria da partida, não que fizesse diferença pela minha pífia pontuação no final mesmo). A expansão do jogo, Eclipse: Rise of the Ancients, permite mitigar um pouco isso, trazendo a mecânica de Warp Portals, o que permite vincular lados distantes da galáxia.

O mapa se estendendo por três mesas e mais os gamerboards mostram como esse jogo precisa de espaço.
Infelizmente, como já era 1 hora da manhã, todos decidimos por interromper a partida no penúltimo turno, contabilizando os pontos. Rodrigo sagrou-se vencedor, conforme o placar abaixo:

Minha jogada de trair o Rodrigo não surtiu muito efeito...

O vitorioso comemorando e o último lugar também! :P
Obviamente, que com essa mesa arrastada, todas as outras mesas já haviam terminado!

Na mesa do pátio, rolou um Gears of War, trazido pelo André. Participaram ele, Cris, Alê, João Pedro (não o mesmo) e o  Alisson. Problema de estar envolvido no Eclipse, tanto como jogador e como explicador de regras e banco, não me permitiu sequer ver o game montado! Saber de como foi a partida então, menos ainda. Única coisa que sei é que os gears da COG (os jogadores) foram bem sucedidos na sua missão! Quem participou conta mais detalhes aí nos comentários!
Mesa de GoW!


Foto do Wyllian. Oposto ao Eclipse, GoW é bem econômico no tamanho.

Momento tenso: 3 gears caídos e tudo dependendo de uma rolada do Cris!
Em outra mesa rolou umas partidas de Ascension, trazido pelo Patrick. É um deckbuilding com temática de fantasia. Me lembra Thunderstone, mas bem mais ágil. Participaram dois amigos do Pedro, um gringo convidado de um deles e o Patrick, portanto, convoco-os a dizer o que aconteceu, aí nos comentários.

Patrick ensinando as regras do Ascension ao gringo. A joga da mesa foi toda em inglês!

Ainda teve o Wyllian, que chegou atrasado, não conseguiu entrar em nenhuma mesa, mas saiu tendo aprendido a regra dos três jogos! :)

Rolou muito chocolate, sobremesas e eu não esqueci das trufas da esposa, que nem deixaria eu entrar em casa, caso voltasse sem elas! :P

Pedro, valeu a recepção! Mais um local para organizarmos umas jogas, tem só que ver a tua lotação máxima, porque achei que com quinze as coisas ficaram um pouco apertadas.

Abraços e até a próxima joga.

PS: Não tirei muitas fotos, portanto, se alguém registrou visualmente a joga, mande as fotos para podermos atualizar o post.
Update: Fotos incluídas.
Update 2: Mais fotos e umas correções.

9 comentários:

Kony disse...

Boa joga e demonstrou como o grupo é variado, grande e em expansão. Coops, cardgames e Eclipse na mesa. Joguei Eclipse e tive a mesma sensação do Vitto, não é jogo para 6, pelo downtime, e a difícil interação entre jogadores em posições opostas. Sobre a expansão se joga com 9, acredito que seria algo surreal jogar eclipse com 9 jogadores, é mais fácil jogar TI. Precisaria ser 9 guerreiros experientes no jogo com o passaporte da esposa para jogar um jogo que tende ao infinito. Claro que a expansão vai agregar muita coisa bacana pro jogo e vai deixar ainda mais divertido para os formatos q costumamos jogar.

Alisson Silva disse...

Queria aproveitar para agradecer a disponibilização do espaço pelo Pedro e também ao André que gentilmente cedeu seu lugar na mesa de Gears of War (o dono do jogo) para que todos jogassem. Sem palavras André...

Abraço

José Artigas disse...

Tenho algumas fotos, mas só mais tarde as enviarei para o Vitto que, então, vai ver se dá para postar.
[eu iria tentar enviar direito do celular para o e-mail do vitto mas ao chegar ao trabalho percebi que o celular ficou em casa (veio só a capa do celular).
Sobre o Eclipse.
Fiquei sem entender diversos fatores importantes do jogo pela maior parte do tempo. O que mais eu fiquei sem saber é como melhorar as naves (e isto faz diferença).
Se por um lado você precisa pesquisar as tecnologias antes de poder evoluir algumas peças, por outro é possível melhorar as naves com algumas peças que ficam disponíveis e eu não soube (e ainda não sei) fazer isto.
[mas agora já estou lendo as regras em português).
A outra coisa que me prejudicou foi não perceber que o Hexes poderiam me deixar isolado. Isto aconteceu e acabamos eu e o jogador ao lado ficando em uma guerra infinita por conta de um hexe que nos permitiria movimentar pelo espaço sideral.
Tirando isto e o fato de que alguns demoram mais do que o normal para fazer suas jogadas (mas isto é esperado) e que nem todos prestam atenção no que acontece na jogada do colega (o que pode permitir algum pequeno deslize, por exemplo) o resto é interessante. Vale uma nova tentativa.
Não achei que valeu o comentário do Bira de alguns dias atrás onde ele disse mundos e fundos sobre o jogo. Sinceramente achei-o extremamente dependente do fator sorte e do fator caos.
Tem sorte na exploração: você pode pegar hexes bons ou ruins com mais ou com menos pontos, com mais ou com menos planetas (o que interfere nos recursos).
Tem sorte nos combates: e a forma de mitigar esta sorte é com pesquisa em tecnologia mas, veja só, para poder pesquisar é necessário ter sorte de a pesquisa sair quando você for o primeiro (ou um deles).
Tem sorte nos prêmios dos combates: você recebe vários destes prêmios de acordo com ter vencido o combate e de acordo com a quantidade de naves que você abateu e escolhe um para ficar com você mas o perdedor também recebe pelo menos um destes prêmios. O do perdedor pode ser um "4" e todos os do vencedor podem ser "1" de forma que você vence o combate e recebe somente 1 ponto por isto enquanto o perdedor pode receber 4 pontos, ...
Tem sorte nas tecnologias sorteadas para o início de cada turno.
Tem sorte para todo lado. Muito dela disfarçada de caos.
Mas tem quem adore isto em um jogo. Não é o meu caso.

Joao Pedro disse...

Gostaria de agradecer ao Pedro pelo lugar (acho que tu arrumou uma sarna pra ti agora =D) e ao povo que me recebeu mto bem. Ja mandei uma foto que eu tirei pro grupo, pra colocar no post. Da pra ver a velocidade que o Vitto imprime nas jogadas, a demora em acabar o jogo nao foi culpa dele.
Abraco!

Andre Simoes disse...

Em primeiro lugar, obrigado Pedro, amigo das antigas, pelo convite e pelo espaço. Fiquei muito feliz em reecontrar VÁRIOS amigos das antigas, incluindo Vacah e Nasheen (nome de guerra do Cabral)- que ainda levou o gringo cujo nome eu esqueci, mas que também já o conhecia (mas isso é uma outra história).
Sobre a joga de Gears, cedi meu espaço para o Alisson, já que o objetivo da noite era conhecer mais gamers e outros jogos. Assim, depois de explicar as regras e encaminhar o jogo ao supervisionar os primeiros turnos, fiquei livre pra ver um pouco do Eclipse e do Ascension nas outras duas mesas.
Retornando periodicamente à mesa do Gears, registro aqui alguns detalhes.
O jogo começou bem para os COGs (players), que não deixavam rastros por onde passavam. Matando os inimigos com facilidade na maior parte do tempo e avançando com cautela, sem deixar nenhum companheiro para trás. Portanto, avançaram devagar. Na metadade do cenário "Emergence"(o menor de todos do jogo), o que deveria ser um jogo curto se tornou longo demais para o Alisson, que preocupado com achar o caminho de casa na calada da noite (ou seria só o último horário dos ônibus?),teve que deixar a partida. Assumi seu posto e continuamos a peleia.
O final foi tenso. Com uma granada certeira, Cris sela o Emerge Hole (de onde constantemente surgem mais inimigos, e objetivo deste cenário), eis que surgem 2 Wretches, 3 Drones e 3 Boomers! A partir daí, o que estava fácil, tornou-se uma correria - ou uma "gangorra" conforme o Alex. Levanta-se um COG, cai outro logo em seguida. Ficamos encurralados nesta situação, mas um a um, aniquilamos todos os Locust (inimigos).
Jogo (diríamos Ameritrash) pegado! Mas com nosso vitória, fico ansioso para jogar outros cenários. Tempo total desta partida: 3 horas! Pareceu adequado no opinião de quem jogou, visto que tivemos que explicar regras e conhecer a função de cada carta.
Me diverti muito tanto no inicío, como um Storyteller/GM, e depois contribuindo para o desfecho.
Abraço à todos e até a próxima!

Kony disse...

Sobre o comentário do Artigas do Eclipse. Claro que o fator sorte está atrelado ao jogo. Mas não se pode esquecer que a sorte é muitas vezes uma questão de probabilidade. Jogar um jogo com dados, e pontos que saem no escuro obviamente pode ser decidido na sorte. Eclipse é um jogo altamente seletivo, apesar de muitos jogadores gostarem é um jogo que, no grupo, existe gente que não senta em uma mesa de Eclipse. Sobre a sorte dos tiles que vem para vc quando começa a exploração, isso sim eu acho um fator ruim. Nesta mesma partida o Pedro que jogou no meu lado ficou totalmente fora do jogo pq pegou somente sistemas com naves anciãs, praticamente ficou sem recursos para coletar oq prejudicou muito o jogo dele. Mas existe a opção de descartar um tile que vc considere ruim, problema que isso é muito custoso e raramente feito. A questão das tecnologias realmente é algo que vai se entendendo com mais experiência de jogo, não existe nenhuma razão do pq determinada tecnologia vem e outra não, isso tb estraga alguma estratégia que vc pre-determine como sua, mas isso eu já classifico como caos e não sorte. Algo que vc precisa se adaptar no jogo além de considerar somente acaso. Por fim, realmente acho que Eclipse não é um jogo do seu perfil, mas ainda tem várias opções de boardgames por aí e basta procurar e estar presente para jogar! =)

Plano Dentista Consultoria disse...

Muito legal. mais um local pra jogas...pessoal das antigas e gente nova com vontade jogar...gosto pra tudo...show de bola...

Quanto ao Eclipse tenho certeza que deve ter sido meio foda jogar com 6 e alguma coisa da diversão deve ter ficado mitigada..."MA COSA LINDA" VER ELE INTEIRÃO ASSIM NA MESA; que foto!!!

Braços...

Ubiratã de Oliveira disse...

Acho que o gringo é o Jason...ele jogava conosco a um tempo atrás...

Se for um forte abraço ao velho amigo...

Rodrigo Furtado disse...

Acabamos um turno antes porque estava tarde ?

Eu lembro de acabarmos um turno antes porque o segundo lugar falou que era impossível me alcançar e todos concordaram.

Atenciosamente,

Imperador Supremo da Galaxia