segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Campanha CoH: A Coisa ficou "Russa" by Mateus

Porto Alegre, 16 de Setembro de 2012.

Caía a noite chuvosa em Porto Alegre e Bira e Mateus se reuniam para mais um embate entre Russos e Alemães. O jogo em questão era o Conflict of Heroes: Awakening the Bear!. Para quem não conhece é um tradicional wargame hex-and-counter com temática da segunda guerra mundial. Nele cada unidade tem alguns pontos de ação enquanto o jogador possui alguns pontos de comando que pode usá-lo de diversas formas. Com o combate usa-se 2 dados de 6 faces para definir acertos e erros.


Como se percebeu um favoritismo alemão, o combinado foi os dois jogadores definirem com quantos CAPs (pontos de comando) a menos do definido pelo setup do cenário eles conseguiriam vencer como alemães. Como ambos jogadores apontaram que com 1 CAP a menos conquistariam a vitória germânica o resultado veio no sorteio. Mateus com Alemanha e Bira com União Soviética. 

Então iniciou-se o primeiro cenário, Partisans, o ataque do poderoso exército alemão é forte, enquanto as unidades russas tentam conter o avanço das forças inimigas. A primeira partida é bem básica, utilizando somente o mapa 1 serve para introduzir a mecânica do jogo, sistema de combates e movimentação. O Bira no papel dos Russos sofreu com a má sorte, se a coisa já não tava fácil, com os dados da turma do Stalin ficou impossível. Nesse primeiro embate ficou clara a influência da sorte, não que o Reich não venceria, mas teria mais dificuldade.
Bira com o copinho do azar, Mateus secador de dados e de rosa no espelho a fotógrafa de guerra, Camila
O próximo confronto, The Gap...


...tem a mesma ideia do primeiro, avanço do eixo sobre terras soviéticas. Porém com a adição das regras de ações de unidades em conjunto e unidades escondidas. Utilizou-se o mesmo esquema para definir com que nações cada jogador seria, e novamente ambos jogadores tiveram o mesmo palpite, acreditavam que com menos 2 CAPs ainda trariam a vitória a Berlim, logo novamente no sorteio, Mateus com Alemanha e Bira com União Soviética. Os soviéticos saiam com 2 unidades escondidas, prontas para emboscar as metralhadoras alemãs. Uma particularidade desse firefight é uma unidade russa de longo alcance guardando um ponto estratégico do mapa. Resumindo a estória, os alemães tem 2 caminhos para chegar ao objetivo (local guardado pela MMG russa) e o Bira resolveu defender um único caminho, o lado da floresta. Claro que Mateus não sabia que tinha uma avenida aberta para seu avanço, pois as unidades escondidas mantinham o suspense. Mas foi só começar as batalhas que a zica de Moscou voltou com tudo. a MMG russa começou bem acertando 2 unidades em um único tiro, cumprindo seu papel, poderia ter até finalizado algumas unidades, mas ficou por ai. A questão foi que a SMG alemã acertou um tiro certeiro na MMG fazendo Bira pegar um counter de dano em sua unidade. E aí o que acontece? Bira percebe que sua unidade tomou um head shot (ainda vou tirar uma foto da cara de desespero dele) e Mateus nada inspirado no líder alemão, em um ato de misericórdia, deixou Bira pegar outro counter para não acabar com a graça do cenário ali mesmo. 
como já dizia o Seu Madruga, PRE-RI-GO

O jogo foi se desenrolando e a pancadaria aconteceu na floresta da "esquina", o Reich buscando um objetivo secundário, de visualizar um ponto do mapa no final do turno foi pelo caminha da floresta cerrada, onde se defendia dos ataques da MMG e havia uma estrada para não pagar penalidades de movimentação, porém, como foi dito, todo o exército vermelho estava ali para frear a marcha. Foi ai que os dados tiraram o Bira do sério. Em uma oportunidade de ataque fácil com chance de até mesmo destruir diretamente o inimigo o esquadrão de rifles russo decepciona e da aquele famoso erro crítico ( [o] [o] ). Mateus percebendo que o caminho até a posição de controle estava livre foi diretamente abater de vez a MMG tomando posição. Outras jogadas de má sorte dos russos tentado se recuperar de danos e tiros sem mira sacramentaram mais uma vitória do Wehrmacht (forças armadas alemãs). Lembrando que os alemães também não tiveram muita sorte nos dados, nada perto do fiasco russo, mas também tiveram um erro crítico em uma situação muito desfavorável para o inimigo. A questão é que como o custo para atirar dos russos é grande, eles ficam muito dependentes da sorte.


Então fomos para o firefight 03, General Petrov. Como não havíamos jogado essa configuração antes, decidimos que Bira, como já tinha sido russo a noite inteira, fecharia a noite como comunista e Mateus como alemão. Este cenário tem uma história diferente, existe um general russo ferido, escondido em uma de duas construções do mapa 4 e os alemães entram pelo mapa 3 com o objetivo de capturar ou matar o general que está pela hora da morte. Adiciona-se um novo fator ao jogo, são as colinas, que afetam linha de visão e dão modificadores de ataque, defesa e movimento. A regra nesse quesito é falha e ainda temos algumas dúvidas sobre como fica a LOS (linha de visão). Se no cenário 2 os alemães se preocupavam com as unidades escondidas dos russos nessa, o pavor é total. Todas as unidades soviéticas estão escondidas, e agora com morteiros que tem um longo alcance além da artilharia de fora do mapa, onde é uma carta que o soviético decide usar e anota um local para no próximo turno ser bombardeado com um incrível poder de fogo. Mas ainda sim, as unidades alemãs são superiores em quantidade e qualidade e começaram a explorar o terreno na busca dos soviéticos que brincavam de esconde-esconde. Primeiramente tentaram adivinhar algumas localizações, mas foi apenas perda de tempo, logo Mateus viu que Bira tinha tomado um posição mais defensiva e resolveu avançar por um local mais seguro, porém já era tarde para uma SMG alemã, que foi bombardeada por uma MMG russa. No início do 2° turno a artilharia fez sua primeira vítima, e quase não fez uma chacina maior, pois por pouco ela não acerta 3 unidades, no entanto somente um morteiro acabou deixando o campo de batalha. Os soviéticos iam bem, e os alemães se perguntavam onde estão esses russos de #&%5@, mas avançam para perto da suposta localização do general ferido. Até que.............................

Um esquadrão de rifles alemães toma a decisão de dar um sprint e vasculhar a possível casa que abriga o general, e foi só tirar a cabeça pra fora da floresta que outra MMG russa se desvenda e atira com tudo em cima do esquadrão corajoso. Este foi o ápice da noite, o momento crucial da campanha, Bira usou tudo que podia, então precisava tirar um 4 nos dados, a probabilidade estava no lado dele, apenas 8,33% de chance de falha então..... a imagem diz tudo:
Isso foi de tirar do sério, o esquadrão alemão saiu em disparada para o destino com as calças sujas. Chegando na primeira casa descobriu que estava vazia, logo caiu em uma pequena emboscada armada pelo general, na verdade estavam na casa ao lado, e ao chegar na casa vazia o esquadrão sem medo foi alvejado pela equipe do general Petrov. No entanto parecia filme americano (um filme claramente produzido na Alemanha), novamente, precisando tirar um 8 para eliminar aqueles homens audaciosos ou pelo menos um 4 para tentar pará-los, acontece uma fatídica rolagem de dados, agora um 3 e frustração toma conta do general dos generais, Bira. Mateus, como alemão, vence a terceira partida, essa sem ao menos causar 1 dano nas unidades russas, jogou com o regulamento embaixo do braço e capturou o general soviético.

Ficou clara a influência da sorte em toda a campanha, Bira saiu de Viamão levou 3 surras onde jogou até bem, mas não tinha o que fazer, era como dar "murro em ponta de faca" e voltou pra casa as 2:30 da madrugada desolado. Estamos pensando em algumas formas de minimizar esse efeito da sorte no jogo, mas sem deixar complexo e descaracterizar o jogo. De repente substituir 2d6 por 3d4, ter a opção de fazer uma re-rolagem ao custo de CAPs, etc. Já jogamos com Lebon e Riffel e ambos sofreram com a falta de sorte. Será apenas um dia ruim de guerra ou alguma falha do jogo.

Abraços, desculpe pelo tamanho do texto e até a próxima!

3 comentários:

Ubiratã de Oliveira disse...

Então...já temos 11 jogos do board game e acho que algumas conclusões já podem ser obtidas...
Não sou purista em achar que o jogo é estratégia pura, tem cartas e dados e a sorte/azar estõa presentes...mas começo a achar que nesse jogo ele influencia muuuuito o desenrolar da partida...
No confronto Bira x Mateus tenho a certeza que o Mateus pegou melhor o esquema e joga melhor...sabemos que os russos nesses primeiros cenários levam desvantagem...mas na prática a coisa é muuuito grande tanto que temos 9 vitórias Alemãs contra 2 russas!!!!
Eu e o Mateus estamos estudando uma forma de balancear um pouco mais a jogo, mas de fato isso é um defeito...
Uma pena pois a idéia da mecânica de reação, o tema, a simplicidade das regras e o tema brilham...

Ubiratã de Oliveira disse...

Por exemplo ao contrário de outros jogos táticos quando é preciso 4 hits (BattleLore, BattleCry e por aí vai) para eliminar uma tropa e fazer pontos...no CoH 2 hits são suficientes e eles podem ser aplicados em um turno, pois os alemães tem unidades que podem atirar até 4vezes num turno...
Outra coisa vital é que ao contrario de outros jogos onde vc pode "comprar", receber unidades...nesse jogo nos primeiros cenários são poucas units...e perder uma com um counter de morte (azar) pode acabar com uma partida já em seu inicio...e o cabra ter de se sacrificar jogando um jogo morto por mais 1h e 30min...
Longe de mim queimar esse jogo que tanto gosto e brigo por ele...mas não tem como tapar o sol com a peneira...

Riffel disse...

Parabéns pro Blog mais sincero do BR! hehehe