quinta-feira, 19 de julho de 2012

Estréia na Mesa: Hawaii

Aloha, peças caprichadas do jogo (Fonte: BGG)
Então pessoal, vou abrir uma série de postagens que narra nossas primeiras impressões ao jogar um jogo novo. E o jogo escolhido para iniciar a série foi Hawaii, recomendado pelo nosso comentarista Wagner de Campinas. No jogo você é chefe de uma tribo havaiana e precisa garantir a felicidade dos habitantes da vila.  O vencedor é definido por pontos de vitória depois de jogado 5 turnos onde se existe conchas (dinheiro), pés (movimentação) e frutas (dinheiro ou até mesmo um item coringa). Existe um setup um pouco demorado em função da grande quantidade de tiles, existe uma certa aleatoriedade mas não contém dados no jogo, um tradicional euro-game. Como comentado pelo Wagner, o jogo mistura Stone Age e Vikings, mas eu acredito que as aparências sejam mais pelo layout Rio Grande Games de produzir seus jogos, do que pela mecânica proposta. Cada turno o jogador se movimenta pelo tabuleiro gastando "pés" e comprando prédios que dão benefícios e arrecada cascos de tartaruga, que garantem a felicidade dos havaianos (casco = felicidade???). A semelhança em Stone Age me apareceu em uma modalidade de pontuação, onde você visita uma ilha (tipo as cartas de Stone Age) gastando bastante movimentação e fazendo bons pontos e benefícios, mas que não proporcionam felicidade na ilha. Todos os prédios comprados precisam ser alocados na sua vila pessoal, e aí entra a lembrança de Vikings, a alocação é parte fundamental no jogo, pois existe uma pontuação final no jogo e depende do posicionamento correto dos prédios na vila, parecido com a locação das ilhas em Vikings.
Nossa primeira joga foi com 4 jogadores, lembrando que é um jogo de 2 a 5. Solon, Riffel, Mateus e Gérson. O jogo demorou em torno de 2h e 30min em função de explicação de regras e por ser uma estréia. Marcos tentou uma estratégia com frutas, algo promissor, pois ao mesmo tempo que da recursos oferece uma pontuação razoável ao final do jogo. Mateus economizou recursos no começo e garantiu boas compras e se preparou para uma estratégia de visitar ilhas e coletar cascos com espadas (cascos especiais geralmente os mais caros) para pontuar. Solon e Gérson apostaram em tiles de Deuses, são tiles poderosos que dão benefícios, que particularmente achei desbalanceados. Resumidamente Solon podia se mover pelo tabuleiro pelo custo de 1 pé, e Gérson ganhou muitos pontos em função da compra de canoas e surfistas. Ao final a vitória parecia fácil ao Mateus, o que realmente aconteceu, mas a facilidade não foi tanta pela pontuação final conquistada por Gérson em segundo e Solon em terceiro, longe mesmo ficou o Riffel, que apesar de fazer a maior pontuação final, não conseguiu pontuar no decorrer do jogo.

Mas o jogo vale a pena?

O jogo é um Euro puro, ele mistura várias mecânicas de pontuação, o que é um ponto positivo ao jogo, no entanto a forma de mesclar essas mecânicas é apenas competente. Parece que o autor estava sempre inventando uma forma de pontuar para diversificar as opções, mas sem se preocupar em ligar estratégias. Como é um jogo que se passa em 5 turnos, o jogo é um pouco repetitivo, mas garante um bom desafio e diversão. A interatividade entre jogadores ocorre na concorrência nas compras de tiles, visto que é limitada a compra dos prédios. Para finalizar a arte do jogo é excelente e o jogo como um todo foi aprovado por todos os jogadores, apenas o Riffel torceu o nariz, lembrando que isto são apenas as impressões de um jogo jogado pela primeira vez.

Até a próxima pessoal, e se você concorda, discorda ou tem dúvidas é só postar nos comentários. Valeu!

8 comentários:

Ubiratã de Oliveira disse...

Perfeito...muito legal a postagem e util àqueles que futuramente pensam em adquirir o game...só podia ter mais fotinhos não é? (aqui das peças e do tabuleiro e naõ dos jogadores) mas é só uma crítica construtiva...pois a meu ver era o que faltava ao blog: um aprofundamento em avaliação e session learn dos games...aliás esse é o perfil do Vitto: e aí meu posta lá uns learn session...que tal começar com o CIV...ou com aquele card game coop...

Braços...e dá-lhe GamersPoA

Kony disse...

não quis deixar o tópico muito extenso e as fotos se encontram no BGG, tu gastou todas as fotos do Hawaii no post anterior haha, mas da próxima eu vou tirar mais fotos. o/

Ubiratã de Oliveira disse...

Mas ficou bom meu estagiário se continuares assim vou aumentar teu salario e começar a dar vale transporte...huahuahua

Wagner disse...

Hawaii é um tipico Euro... É fato! Para aqueles que estão de "saco-cheio" deste tipo de jogo, afastem-se dele!!!
Começa a ficar bom depois de umas 3 partidas, quando você começa a perceber o quanto determinada Ação vai te beneficiar futuramente...
É mais do mesmo??? Talvez um pouco acima disso... Mas só um pouco!!!
Agora uma pergunta aqui à vocês: Não curtem Martin Wallace??? Aqui Automóbile, Brass e Tinner's Traill sempre vão à mesa... Destes Brass é de longe, o mais complexo para se chegar à vitória, o melhor e o mais difícil..
Bons jogos à todos!

Kony disse...

do Martin Wallace eu joguei o Steam, gostei bastante, sei q no grupo já se jogou bastante coisas do Martin, e acredito que gostem do estilo. Ainda sobre o Hawaii a forma com que o tabuleiro é formado no setup, pode favorecer outras estratégias, o que é legal, pois quem tiver a melhor análise do tabuleiro leva vantagem. Não achei um solitaire game como o Marcos comentou no outro post, até mesmo porque em algumas oportunidades tomei decisões em função das possíveis escolhas dos adversários. O metagame não está só quando se existem leilões ou jogos tensões.

Riffel disse...

Curto muito o Steam! Dos novos o Takenoko foi o que mais agradou na mecânica. A única coisa não solitaire no Hawaii é pegar o tile q o adversário queria/pontuaria mais, achei muito detalhezinho (fiddle) pra pouco jogo.

Ubiratã de Oliveira disse...

Martim Wallace é show de bola...o problema é que o grupo está quase fun game...e isso me preocupa...só joguinho de bichinho e coisinhas meiguas...FODA...quer jogar um Axis, um Game of Thrones, um Wallenstein é lenda não vê mesa,agora põe rouba monte da Barbie joga-se terça e sábado (6:00 da matina) 5 partidas em cada joga...o bom é que posso levar minhas filhas nas jogas!!!huahuahuahua...

Kony disse...

Esse Bira tá muito mimimi, quer saber de wargame mas quando leva um ataque tem piti e levanta da mesa....